domingo, 5 de maio de 2013

Agropecuária tem 30 anos de queda e seca deve reduzir 3% do PIB na PB

05/05/2013

Estado afirma que tem R$1,5 bilhão em obras estruturantes para conter os efeitos da estiagem.


Há três décadas, a agropecuária perde força econômica na Paraíba, segundo um levantamento realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Enquanto os setores industriais e de serviços avançam, o campo tem produtividade limitada pelo pouco desenvolvimento tecnológico e incentivo que gerem condições para um crescimento contínuo, sem as interrupções cíclicas causadas pelos períodos de estiagem.
Vítimas da maior seca das últimas décadas, os produtores têm poucas condições para manter o que restou e a expectativa é que a estiagem represente uma queda de pelo menos 3% do PIB. Economistas, produtores e trabalhadores rurais defendem razões eficazes e o Governo do Estado alega que tem mais de R$ 1,5 bilhão em obras estruturantes para preparar o campo para a falta de chuvas.
“A queda na produção está associada à produtividade baixa da atividade agropecuária do Estado, ainda carente de assistência técnica, máquinas e implementos agrícolas, sementes adequadas e crédito. A agropecuária utiliza, na maioria das unidades produtivas, técnicas rudimentares. Tem-se aqui e acolá algumas iniciativas de Organizações Não Governamentais (ONG’s) para adoção de técnicas alternativas de cultivo, mas, geralmente, as técnicas são bem primitivas e a produção é familiar, muitas vezes para o próprio sustento com um pequeno excedente que é vendido no mercado”, afirma o professor de economia da UFPB, Alysson André Cabral.
O Departamento de Economia da UFPB realizou um estudo que mostra que a atividade agropecuária ainda é marcada por fatores negativos presentes desde a formação do Estado, como alta concentração de propriedade fundiária.
Tecnologia é a solução do campo
A utilização de novas tecnologias, inovando em formas de acumulação de água, irrigação e novas espécies adaptadas ao clima seco, é uma saída para gerar desenvolvimento no campo.
Para o professor Alysson André Cabral, o modelo para enfrentar a seca é bem conhecido: estruturar ações para que se conviva com o fenômeno, armazenar água e alimentação nos períodos de fartura e desenvolver plantas e animais adaptados às condições climáticas do Nordeste.
Correio

Menina baleada ao tentar defender o pai tem menos de 10% de chance de vida, Assista

05/05/2013


A  menina de 11 anos que foi baleada ao tentar defender o pai , em Aparecida de Goiânia (GO), tem apenas 10% de chances de sobreviver, segundo o boletim médico divulgado pelo Hospital de Urgências de Goiânia. Ela não apresentou nenhuma melhora no estado de saúde desde o dia do ferimento, no dia 27 de abril,  e continua em estado gravíssimo.

A garota foi baleada no último fim de semana em Aparecida de Goiânia. A vítima estava com a irmã, de 14 anos, e com o pai, que se desentendeu com o proprietário da pizzaria. Os tiros acertaram a perna e cabeça da criança.

A Justiça determinou nesta terça-feira (30) a prisão preventiva do dono de uma pizzaria que cometeu os disparos. Ele chegou a se apresentar à polícia na madrugada de domingo, mas como não houve prisão em flagrante, foi liberado e agora está foragido.

Ele disse que achava que o pai da menina estava armado, versão que não convence a polícia, segundo a delegada Marcela Cordeiro.

— Ele sempre com a arma em punho e, quando vai atirar, ele mira na altura da cabeça das vítimas. Então dizer que ele não quer atingir e, pela distância que eles estavam, é um pouco impossível falar que ele não queria atingir alguém.





















DO R7

Vaquejadas viram mega eventos e atraem jovens competidores com prêmios de até R$ 100 mil

05/05/2013

Salários de R$ 200 mil, status de celebridade e visibilidade de um público superior a 80 mil pessoas por noite. Esta é a realidade das vaquejadas, que chega a ser comparada a um campeonato de futebol


Em toda zona rural da Paraíba, as motocicletas, cada vez mais, tomam o lugar de cavalos e carroças de bois como meios de transporte preferenciais do homem do campo. Esse avanço, contudo, não afeta a tradição tipicamente nordestina da vaquejada. Um esporte praticado originariamente por vaqueiros, mas que conquistou um público elitizado para virar um mundo mágico e milionário dos grandes eventos que movimentam uma boa parcela da economia dos municípios.
Salários de R$ 200 mil, status de celebridade e visibilidade de um público superior a 80 mil pessoas por noite. Esta é a realidade das vaquejadas, que chega a ser comparada a um campeonato de futebol, esporte que é paixão nacional dos brasileiros.
As vaquejadas têm se tornado um negócio que reúne vários empresários, criadores de cavalo e empresas. Entre premiações, shows e publicidade, estima-se que as festas movimentem algo em torno de R$ 50 milhões por ano. Elas chegam a empregar diretamente 1,5 mil e, indiretamente, 5 mil pessoas. De acordo com o diretor de marketing e eventos da Associação Paraibana de Vaquejada, Fábio Leal, na maioria das cidades chega a ser a principal alavanca na economia. “As vaquejadas movimentam vários setores dessas cidades como hotéis, restaurantes, postos de gasolinas, shows e comércio", diz Fábio Leal.
O paraibano Jonatas Dantas é um dos maiores destaques neste ramo. Ele é natural do município de Uiraúna, no Sertão (localizado cerca de 476 km da Capital).  Ele é empresário das vaquejadas há mais de 20 anos e criou um dos maiores parques do país, o 'Ana Dantas', inaugurado em 1986, no Xerém, no interior do Rio de Janeiro (RJ). "Oinvestimento médio para se produzir uma vaquejada é de R$ 800 mil", conta o empresário.
Paixão, sucesso e preconceito
A derrubada do boi virou esporte. Aos poucos, as mulheres vêm conquistando espaços nessa tradição vista como tipicamente masculina.  “Deixamos de ser o sexo frágil e estamos também nas vaquejadas. Hoje isso representa para nós garra e coragem”, salientou.
Vaqueiras da Associação Abrava
Foto: Vaqueiras da Associação Abrava
Créditos: Arquivo Pessoal/ Jayrlla Samany
 “Sou mulher, estudante de arquitetura e vaqueira. Minha paixão é a vaquejada”, foi assim que se apresentou à vaqueira Jayrlla Samany, 18 anos. Ela esta no ramo há sete anos.
Jayrlla Samany
Foto: Jayrlla Samany
Créditos: Arquivo Pessoal/ Jayrlla Samany
Jayrlla ingressou no esporte por causa dos pais. Nasceu vendo vaquejadas. “A vaquejada esta no sangue, nasci nesse meio e tenho que está no mínimo quatro vezes com meus cavalos”, disse.
Jayrlla Samany durante as vaquejadas
Foto: Jayrlla Samany durante as vaquejadas
Créditos: Arquivo Pessoal/ Jayrlla Samany
A vaqueira participa em média de 50 vaquejadas por ano. A premiação geralmente chega a R$ 20 mil para os amadores. Já os profissionais ganham R$ 50 mil. Ela treina no Parque Haras Beira Rio no município de Queimadas (no Cariri da Paraíba).
Jayrlla Samany participando das vaquejadas
Foto: Jayrlla Samany participando das vaquejadas
Créditos: Arquivo Pessoal/ Jayrlla Samany
Para ingressar no mundo dos vaqueiros é preciso investir alto, principalmente em cavalos bons. “Sucesso na profissão exige bom investimento no início da carreira, como um bom cavalo, além bons patrocinadores”, disse a vaqueira.
Já o vaqueiro Lenílton Leôncio, 23 anos, sentiu na pele a restrição dos próprios pais quanto à profissão. “Eles queriam que me dedicassem aos estudos e não à vaquejada. Com o passar do tempo, eles aceitaram e até investem na minha grande paixão: os cavalos”, disse o vaqueiro.
Lenilton Leôncio - vaqueiro
Foto: Lenilton Leôncio - vaqueiro
Créditos: Arquivo Pessoal/ Lenilton Leôncio
Estudante do 8º período de Direito no Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), ele pretende conciliar as duas profissões. Há 18 anos no ramo, o universitário participa em média de 30 vaquejadas por ano. O treinamento é três vezes por semana. Nos finais de semana ele se dedica as competições.
Lenilton Leôncio - vaqueiro
Foto: Lenilton Leôncio participando de vaquejadas
Créditos: Arquivo Pessoal/ Lenilton Leôncio
 As premiações já renderam mais de R$ 50 mil e uma motocicleta ao estudante. “Embora jovem, sempre estive envolvido no mundo da vaquejada. Ao todo já conseguir R$ 50 mil em premiações”, comentou.
Lenilton Leôncio - vaqueiro
Foto: Lenilton Leôncio - vaqueiro
Créditos: Arquivo Pessoal/ Lenilton Leôncio
Rafael Queiroz, de 20 anos, descobriu há quatro meses um novo mundo das vaquejadas. A princípio foi por incentivo da namorada que gosta de cavalos, mas logo foi fisgado por essa nova paixão.
Rafael Queiroz - vaqueiro iniciante
Foto: Rafael Queiroz - vaqueiro iniciante
Créditos: Arquivo Pessoal/ Rafael Queiroz
Ele ainda não sabe se seguirá essa carreira. Apenas que correr como amador. “Não sei se seguirei essa carreira. Hoje corro mais por lazer”, disse.
Rafael Queiroz - vaqueiro iniciante
Foto: Rafael Queiroz - vaqueiro iniciante
Créditos: Arquivo Pessoal/ Rafael Queiroz
Em média, um vaqueiro iniciante gasta R$ 10 mil, se ele quiser progredir na carreira deverá desembolsar em torno de R$ 20 mil. “Um vaqueiro que esta começando precisa de um bom cavalo que custa em média R$ 10 mil”, explicou Rafael.
História 
O Rio Grande do Norte é apontado como o estado que deu o primeiro passo para a prática da vaquejada. A cidade de Currais Novos é o berço das vaquejadas, onde a tradição é mantida até os dias atuais. Em Currais Novos todos os finais de semana tem Vaquejada e é muito comum pátios nas fazendas e até mesmo na zona urbana.

Regras
 
As disputas são entre várias duplas, que montados em seus cavalos perseguem pela pista e tentam derrubar o boi na faixa apropriada para a queda, com dez metros de largura, desenhada na areia da pista com cal. Cada vaqueiro tem uma função: um é o batedor de esteira, o outro é o puxador.

O batedor de esteira 

É o encarregado de "tanger" o boi para perto do derrubador no momento da disparada dos animais e pegar o rabo do boi e imediatamente passar para o colega, além de empurrar com as pernas do seu cavalo, o boi para dentro da faixa caso o boi tente levantar-se fora da faixa.

O puxador 

É o encarregado de puxar o rabo do boi e de derrubá-lo dentro da faixa apropriada.

O juiz 

O juiz serve como árbitro na disputa entre as duplas e deve ficar ao alto da faixa onde o boi será derrubado. Ao cair na pista, dependendo do local, pontos são somados ou não a dupla.
 
Se o boi for derrubado dentro da faixa apropriada para esse fim, com as quatro patas para o ar, ele grita para o público: "Valeu Boi", então, soma-se pontos a dupla, se isso não acontecer, ele fala: "Zero", a dupla não consegue somar pontos.
 
Regulamentação
 
O peão de vaquejada hoje é regulamentado pela Lei nº 10.220, de 11 de abril de 2001, que considera "atleta profissional o peão de rodeio … Entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e equinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva".
 
Empresários de todo o país vêem o evento como um grande e próspero negócio. As vaquejadas são consideradas "Grandes Eventos Populares" deixando de ser uma simples manifestação Cultural Nordestina, e atraindo um excelente público onde quer que aconteçam.

Correio

Detentos terão ensino superior com campus dentro de presídio da Paraíba; projeto é pioneiro no país

05/05/2013


O Presídio Regional do Serrotão, localizado no município de Campina Grande (distante 122 quilômetros de João Pessoa), receberá uma unidade acadêmica da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no segundo semestre deste ano. O projeto de criação do Campus Avançado da UEPB, como será chamado, surgiu a partir de uma iniciativa da instituição de ensino em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. O projeto tem como objetivo levar educação e assistência social aos apenados.
A implantação do Campus Avançado da UEPB no Serrotão é um projeto pioneiro no Brasil. Cerca de R$ 1,5 milhão foi investido no projeto.
Além disso, a instalação de uma universidade dentro do complexo penitenciário tem a intenção de expandir e fortalecer as políticas públicas direcionadas à ressocialização dos presos. “Queremos desmistificar a ideia de que apenados são delinquentes e mostrar a eles que tanto a sociedade quanto o Estado, se preocupam com as condições em que eles retomarão à liberdade”, explicou o secretário de administração penitenciária do Estado, Valber Virgolino. 
A expectativa é que o novo campus da UEPB inicie suas atividades em julho, oferecendo aos detentos cursos que vão desde a alfabetização até o nível superior, bem como os profissionalizantes. A população carcerária será beneficiada também com aulas preparatórias para exames supletivos relativos aos ensinos fundamental e médio. 
De acordo com informações divulgadas pela instituição de ensino, já foram confirmadas as realizações de seis atividades educativas: oficina de leitura, curso Pré-vest solidário e o Pré-vest Comunitário, curso de rádio comunitária, horta comunitária e um projeto de esportes. 
Ainda segundo Virgolino, no que concerne aos cursos profissionalizantes e de ensino superior, serão disponibilizadas aos presos disciplinas ligadas a diversos campos de conhecimento, dentre eles as correspondentes as áreas do Direito e de Ciências da Saúde. 
O primeiro curso a ser oferecido no campus penitenciário será o de Ética e Direitos Humanos, destinado exclusivamente aos agentes penitenciários do Serrotão. A aula inaugural da unidade de ensino será ministrada pelo representante da Unesco, professor Timothy Ireland. O especialista em Direitos Humanos ressaltou a importância e satisfação em contribuir com a execução do projeto. “É algo fantástico pensar na ideia de ter uma universidade funcionando dentro de um presídio”, declarou Ireland. 

Vereador de CZ vibra com aprovação da união gay na PB e dispara: ¨Nessa terra de cabra macho, muitos precisam é sair do armário¨

05/05/2013


O vereador Jucinério Félix (PTB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Cajazeiras esta semana para falar sobre a aprovação da justiça para a união estável homoafetiva na Paraíba. “Estamos felizes por garantir um direito nosso”, disse.
Jucinério disse que não é fácil construir um patrimônio ao longo da vida junto com uma pessoa e quando uma delas vem a falecer, a família deixa o outro sem direito algum. “Não defendo que ninguém entre na igreja vestido de noiva, até porque esse assunto faz parte dos princípios religiosos, mas sou a favor do que é meu por direito”, disse.
Para concluir, o vereador Jucinério disse que é muito difícil, em um estado como a Paraíba, o homossexual se assumir e ter coragem de ser ele mesmo. “Lutamos para que as pessoas saiam do armário, nessa terra de cabra macho”, disse.
Veja Vídeo!

DIÁRIO DO SERTÃO

Campos divide eleitorado do Nordeste com Dilma

05/05/2013


Por Nonato Guedes

A campanha eleitoral de 2014 tende a rachar o eleitorado do Nordeste, uma região que cresce mais do que o Brasil embora conviva com a estiagem. O Nordeste tende a ser decisivo na disputa, e o racha é previsível diante de um embate entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Um levantamento realizado pela revista “Época” mostra que, inicialmente, que o Nordeste está devastado pela seca, tanto assim que mais de mil municípios já declararam estado de calamidade pública e 20 milhões de pessoas sofrem com a escassez de chuvas. O Nordeste está dividido também entre a morte do gado e o Bolsa Família. Entre Dilma e Eduardo.

A constatação sobre crescimento da região decorre dos vultosos investimentos públicos e privados da última década. A combinação entre pujança econômica e implantação dos programas sociais gerou uma verdadeira aversão a candidatos de fora do campo político que governa a região, conforme a matéria de “Época”. De 1989 a 2002, a distribuição de votos para presidente repetia no Nordeste a divisão nacional, com variações sempre abaixo de seis pontos percentuais. Em 2006, isso mudou. O Nordeste passou a pesar mais em favor dos candidatos do PT e tornou-se decisivo no pleito. Em 2010, Dilma Rousseff venceu por 70% a 29% na região. Em diversas cidades do sertão nordestino, é praticamente impossível encontrar famílias que não sejam beneficiadas pelo Bolsa Família. A renda da cidade ou é ligada à prefeitura ou a aposentadorias ou ao Bolsa Família, já que muitos municípios não possuem indústrias.

O economista Cícero Péricles, da Universidade de Alagoas, acha que há uma capilaridade impressionante decorrente de programas como o Bolsa Família e as pensões da Previdência, e acrescenta que os projetos sociais impactam nos votos. As transferências federais para Estados e municípios do Nordeste também se elevaram. O Fundo de Participação dos Municípios e o Fundo de Participação dos Estados mais que dobraram durante o governo Lula na região. O número de transferências voluntárias de recursos também cresceu, com aliados políticos do governo Lula infiltrados na região, que passou, ainda, a atrair investimentos em infraestrutura com obras do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC. Entre 2005 e 2010, o crescimento anual médio do PIB do Nordeste foi de 5,3% contra 4,7% no país.

Nenhum Estado se beneficiou tanto quanto Pernambuco. Em 2003, o PIB estadual era de R$ 39 bilhões. Em 2006, quando Campos assumiu, já atingia R$ 55 bilhões. Em 2010, ano em que a economia pernambucana cresceu 9%, atingiu R$ 95 bilhões. O nível de repasses de Brasília para Pernambuco cresceu 160% entre 2004 e 2012. Houve investimentos em todas as áreas, como siderúrgica, automóveis, estaleiros, muito mais expressivos do que ocorreu em Salvador nos tempos de Antônio Carlos Magalhães, o Rei da Bahia, como era chamado. Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, é o governador mais bem avaliado do país, com aprovação de quase 90%. Ele pode se gabar ainda da redução dos índices de criminalidade e dos investimentos no complexo industrial de Suape. O Portal da Transparência do Estado, que expõe as contas públicas, é considerado pela ONG Transparência Brasil o segundo melhor entre os demais Estados brasileiros. A presidente Dilma, providencialmente, aumentou suas viagens ao Nordeste no primeiro trimestre de 2013. Nove das 16 incursões que fez pelo Brasil foram para a região, dona de 27% do eleitorado nacional de 38 milhões de votantes.

Eduardo Campos tem se mantido na ofensiva, com críticas à política econômica do governo Dilma, enquanto promove articulações políticas para reforçar o bloco de apoio à sua virtual candidatura. Sua agremiação cresceu no Nordeste e já ocupa mais espaços que o próprio PT. Governa quatro Estados: Pernambuco, Ceará, Piauí e Paraíba. No ano passado, o PSB derrotou o PT em duas das três maiores cidades nordestinas – Recife e Fortaleza. Os candidatos a prefeito petistas perderam em sete das nove capitais. “O Nordeste deu as eleições de 2010 a Dilma e pode tirá-las desta vez”, avalia o deputado federal Márcio França, do PSB-SP, articulador da candidatura socialista. O grande desafio de Campos, como aliado histórico de Lula, é se colocar como alternativa na eleição presidencial à disputa entre PT e PSDB, uma terceira via. Segundo a reportagem, ele terá de convencer que é capaz de manter o que os governos petistas criaram e fazer mais. Esta é a avaliação, por exemplo, do cientista político Túlio Barreto, da Fundação Joaquim Nabuco. Já o economista Cícero Péricles arremata: “Campos não é um líder nordestino, mas pernambucano. Isso gera uma simpatia no Nordeste, mas não quer dizer que automaticamente quem votou nos irmãos Gomes (Cid e Ciro, do Ceará) o acompanhe. Ciro já declarou que sua candidata é Dilma Rousseff”.

Congresso debate dívidas de produtores nordestinos

05/05/2013


Uma audiência pública programada para terça-feira, sete de maio, a ser realizada conjuntamente por senadores e deputados, servirá para um amplo debate em torno do endividamento dos produtores rurais no Nordeste. A pior seca dos últimos 30 anos agravou o quadro regular de inadimplência, mesmo depois de seguidos refinanciamentos. A iniciativa do debate é da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Ocorrerá no plenário 6 da Câmara a partir das 14h30. Participarão representantes de ministérios e de órgãos do governo que interagem com o setor rural, juntamente com dirigentes de instituições oficiais de crédito, entre outros setores.

Pelo Senado, o pedido de audiência foi formulado por Benedito de Lira (PP-AL), que preside a CRA, e Kátia Abreu (PSD-TO), também presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Por parte da Câmara, a iniciativa partiu dos deputados Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) e Luís Carlos Heinze (PP-RS). A lista de convidados inclui, entre outros, os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, do Banco do Nordeste, Ary Lazarin e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho. O Ministério do Desenvolvimento Agrário será representado pelo diretor do Departamento de Financiamento e Proteção da Produção, João Luiz Guadagnin. O apelo por anistia aos pequenos produtores nordestinos tem sido cada vez mais freqüente no discurso parlamentar. Ao propor a audiência, na reunião de 11 de abril, Benedito de Lira deixou clara essa mensagem. Segundo ele, as propostas de refinanciamento sempre foram insuficientes, adotando parâmetros irrealistas diante da incapacidade de geração de renda do produtor, especialmente nos períodos de estiagem.

O doente está na UTI, em estado terminal, e coloca-se sempre uma gotinha de oxigênio para ele tentar sobreviver por mais um tempo, mas vai terminar morrendo. Não tem saída, prognosticou o senador. Benedito de Lira comparou a situação dos produtores da região com a que foi vivida pelos antigos mutuários do Banco Nacional de Habitação. Segundo ele, por causa dos elevados juros, “quanto mais o mutuário pagava, mais devia”. Ao assumir seu primeiro mandato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva consultou a direção da Caixa sobre qual seria a solução. Teria ouvido que a prolongada dívida já teria sido paga e decidiu por um decreto de anistia. Para o senador, o mesmo ocorre com os débitos dos pequenos agricultores. “Pelo tempo que vêm sendo prorrogados, parecem-me também que já estão pagos. Está faltando só boa vontade do Ministro da Fazenda para dizer à presidente Dilma a mesma coisa que a direção da Caixa disse ao presidente Lula em 2003”, avaliou.

cancaonoticias

Municípios devem se adequar à Lei da Transparência

05/05/2013


Os municípios brasileiros têm prazo até o dia 27 para se adequarem à Lei de Transparência, promovendo o acesso público, por meio eletrônico, a informações sobre execução orçamentária efinanceira. O senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, autor do projeto que deu origem à Lei da Transparência,lamenta que muitos municípios não tenham se interessado em aderir ao sistema e considera que o prazo dado foi suficiente para que todos se adequassem às exigências. “A facilidade que a tecnologia criou para essa comunicação na rede mundial de computadores é enorme, e não há justificativa para que prefeitos argumentem dificuldades para prestar informações e cumprir a Lei, no que diz respeito a balancetes e aplicação de recursos que foram repassados”, salientou o parlamentar.

O secretário-geral da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, diz que não é difícil antever as dificuldades. “Eu receio que o cumprimento da lei à risca não vá acontecer, porque os municípios, embora tenham sido previamente comunicados, desde 2009, muito provavelmente não se prepararam para essas mudanças”, frisou. Um levantamento feito pela ONG em 2012 mostrou que até mesmo as cidades com mais de 50 mil habitantes têm obstáculos para cumprir a Lei da Transparência. Um índice criado pela Ong leva em conta 105 parâmetros. Setenta por cento dos portais foram feitos por empresas privadas e só 30% dos municípios conseguiram construir seus portais com a estrutura das prefeituras. Em São Paulo, localiza-se uma iniciativa citada como exemplo positivo por Gil: a colaboração entre Estado e municípios. O Estado tornou disponível para os municípios um portal especializado no processamento de informações e dispôs-se a oferecer um treinamento para servidores das prefeituras. Iniciativas semelhantes foram implantadas no Espírito Santo e no Amapá. “Isso, a meu ver, é positivo. Eu acho que onde houver essa colaboração do governo, será fácil executar o trabalho. Onde não houver, as prefeituras vão acabar tendo que recorrer em cima da hora a empresas privadas, que cobram serviços caríssimos”, advertiu ele.

Capiberibe explica que, caso não cumpram as determinações legais, as prefeituras podem ser penalizadas no repasse de transferências voluntárias de recursos, como as emendas parlamentares e o dinheiro de programas federais, o que teria reflexos negativos para a população local. “A população é punida junto com a prefeitura. O prefeito que não cumpre a lei acaba atrapalhando a comunidade, que fica sem os recursos”, explicou, defendendo a necessidade de maior controle nesse sentido. Embora tenha dúvidas sobre a aplicação da punição às vésperas de uma campanha eleitoral, ele afirma que é preciso denunciar a falta de transparência, o que pode ser feito diretamente ao Ministério Público. “A consciência da população em relação à lei pode evitar casos de irregularidades quando todos fiscalizam. Na medida em que a lei vai sendo cumprida e as informações vão sendo disponibilizadas, há um freio na corrupção. A lei é inibidora desse processo”, acrescenta ele.


cancaonoticias

Tortura na Paraíba durante o golpe militar será investigada

05/05/2013

Por Nonato Guedes

Foto Ilustrativa/internet

Um dos dez grupos de trabalho da Comissão Estadual da Verdade e da Preservação da Memória na Paraíba vai se debruçar sobre o “Mapa da tortura”, fixando um roteiro das ações praticadas por forças policiais contra cidadãos que discordavam do regime militar instaurado em 1964. Fábio Freitas, responsável pelo grupo, afirma que seu interesse é elaborar uma agenda atualizada com identificação de locais de prática de violência e perfil detalhado das vítimas do instrumento de intimidação e repressão para a manutenção da ordem política, no jargão do regime militar. Os especialistas irão se aprofundar em fundamentos históricos da tortura e suas dimensões, além dos modos, instrumentos e espaços utilizados no castigo a dissidentes políticos, bem como analisar documentos e testemunhos.

Um dos profissionais de imprensa que foi torturado, em Fernando de Noronha, foi o jornalista Jório de Lira Machado, que inicialmente ficou recolhido ao Décimo Quinto Regimento de Infantaria em João Pessoa. Ele era considerado ativista perigoso, conforme fichas aleatoriamente descobertas em órgãos que comandaram a repressão. Na verdade, Jório tinha como arma a caneta. Expressava-se em artigos de jornais e reportagens sobre episódios de brutalidade envolvendo camponeses, líderes bancários, universitários e parlamentares contrários ao regime. Outro jornalista que foi alvo da caça generalizada foi Adalberto Barreto, que presidia a Associação Paraibana de Imprensa, entidade ocupada por um grupo ligado à direita. Barreto teve a cumplicidade de amigos e de familiares para sair de João Pessoa a fim de despistar grupos militares que estavam no seu encalço. Num depoimento que concedeu para o livro “O Jogo da Verdade”, editado por “A União”, Barreto confessa que os esquerdistas acreditavam estar no comando do poder durante o governo João Goulart, mas admite que a frustração foi total quando os militares se instalaram no comando da nação.

A Comissão Estadual da Verdade receberá, no âmbito das investigações sobre a área de imprensa, o reforço de um grupo formado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Paraíba, a partir da vinda, na última sexta-feira, do jornalista Audálio Dantas, integrante da nacional, e que presidiu o órgão congênere em São Paulo quando do espancamento e assassinato de Vladimir Herzog nas celas do DOI-Codi. Audálio lançou um livro contando a saga vivida por Herzog, deu declarações apoiando a Comissão da Verdade e falando sobre a necessidade de apuração, até como forma de evitar a impunidade. O escritor Waldir Porfírio coordenará na Paraíba o grupo sobre os mortos e desaparecidos políticos durante o regime militar. A equipe, de acordo com ele, tentará esclarecer casos emblemáticos sobre os quais pairam dúvidas até hoje, sobre as mortes de alguns paraibanos, além de denúncias que porventura cheguem ao conhecimento da Comissão. Na pauta, por exemplo, está o caso da explosão de uma bomba no cine teatro Apolo XI, em 1975, na cidade de Cajazeiras, que causou vítimas.

Lúcia de Fátima Guerra Ferreira coordenará os trabalhos sobre perseguição dos órgãos de segurança contra integrantes do setor educacional – universitário e secundarista. Ela ressalta que tal segmento foi objeto de grande atenção por parte dos órgãos de segurança, tendo em vista a efervescência que imperou no período. Paulo Giovani Antonino Nunes vai apurar os casos de demissões de servidores públicos federais, estaduais e municipais e Iranice Gonçalves Diniz vai investigar e narrar as perseguições de milícias privadas contra os representantes das Ligas Camponesas que atuaram no Nordeste, com ramificações, sobretudo, na Paraíba. A cassação de mandatos eletivos e de magistrados estará sob exame, dentro da preocupação de identificar todas as pessoas que exerceram cargos executivos e legislativos e foram punidas nas esferas federal, estadual e municipais no período da ditadura militar. Ex-governadores, ex-deputados federais e estaduais, vereadores e lideranças sem mandato foram inapelavelmente reprimidos nos seus direitos políticos. “A Comissão, certamente, vai apresentar resultados concretos que são indispensáveis para esclarecimento da sociedade”, afirma Paulo Giovani Antonino, que preside o agrupamento criado mediante decreto do governador Ricardo Coutinho em consonância com a Comissão Nacional da Verdade instituída pela presidente Dilma Rousseff.

Veja como funciona a pirataria de TV paga no Brasil; 10% dos clientes usam artifício

05/05/2013

Ao menos 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades usa um aparelho "decoder" pirata com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora.

A constatação é da ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura). A "pirataria" se faz por meio de equipamentos que são instalados na casa dos assinantes, em conexões legalizadas.

Em outras palavras: o assinante paga, por exemplo, o pacote mais básico de qualquer operadora. Em seguida, compra na rua ou na internet um aparelho "decoder" que consegue romper a proteção e o sinal que ele recebe em sua casa. Instalado o aparelho por um "técnico" enviado pelo vendedor e "voilá"!

Como mágica, o assinante passa a ter acesso a todo o cardápio da operadora, por mais premium que seja: dos caros canais esportivos Premiere ao pacote HBO; dos mais fechados canais pornôs até os que exibem lutas de UFC mediante pagamento. E tudo isso pelo valor da assinatura básica.

"Nós calculamos que operadoras e canais tenham hoje no Brasil por volta de R$ 100 milhões em prejuízo com essa prática", diz Antonio Salles Neto, 60, vice-coordenador de antipirataria da ABTA.

"Estamos muito atentos e preocupados com a curva de assinantes que adquirem esses aparelhos. Ela está crescendo de forma veloz."

PIRATARIA ASIÁTICA - A compra e a venda das caixas "decoder" são proibidas no Brasil desde 2012. Muitas são projetadas na Coreia do Sul e montadas na China.

Elas foram importadas durante muito tempo sob a chancela de serem "decoders" para antenas parabólicas. Mas os técnicos da ABTA descobriram um desvio de finalidade para os aparelhos.

Apesar da proibição, vários estabelecimentos e comerciantes que ficam na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, vendem o equipamento sem muitas perguntas e ainda indicam um técnico para fazer a instalação.

Salles calcula que haja entre 1,6 milhão e 2 milhões de caixas em operação no país.

"Se a curva da pirataria continuar no ritmo atual, em cinco anos metade das assinaturas já fará uso dela."

O custo desses aparelhos "piratas" caem vertiginosamente. Uma caixa AZbox "topo de linha", vendida por até R$ 899 há um ano e meio, hoje é comercializada por R$ 299.

Para Salles, a pirataria não é estimulada pelos altos preços dos serviços e pelo atendimento ao cliente. "A indústria passou, sim, por um mau momento, mas ela agora está em um nível ascendente, e os preços também estão melhores", afirma.

COMO FUNCIONA A PIRATARIA

Opção A:

1- Usuário vai a um centro de comércio pirata ou na internet e adquire um decoder (caixa) ilegal; é preciso ter uma conexão de Internet no local de instalação;

2- O vendedor da caixa envia um funcionário que instala o aparelho, conectando-o à Internet e à fonte de sinal de TV por assinatura usando "portas" diferentes

3- Pela porta conectada à Internet, a rede pirata fornece, graças a seu software próprio, a chave de abertura ilegal da programação. Por meio da rede de uma das operadoras de TV, o usuário recebe o sinal ilegal de qualquer canal que não faça parte do seu pacote. O usuário recebe o sinal de TV paga, mas fica online com uma rede privada de dados ilegal

Opção B:

Usuários que não têm acesso à Internet podem "piratear" com a modalidade de caixa conectada aos satélites por duas antenas. A primeira antena é apontada ao satélite de serviços de TV por assinatura e uma segunda antena - menor e dedicada a dados - é conectada a um satélite.

Esse caminho é usado alternativamente para fornecer as chaves de acesso extraídas pela rede pirata. Essa ação, porém, é mais fácil de ser descoberta e combatida. Operadoras do mundo já conseguem tirá-las do ar.

Opção C:

A caixa pirata usada exclusivamente no caso de TV a acabo similar à anterior, só que em vez de se conectar à antena de satélite, conecta-se na rede de cabo. Muitos usuários, para disfarçar, mantêm o pagamento de um pacote mínimo com acesso à Internet.

Opção D:

A caixa que desbloqueia HD funciona de forma similar, apenas recebendo a chave correspondente ao serviço.

Informações importantes. Todo usuário de decoder (decodificador) ilegal está conectado a uma rede legal e isso o expõe à Justiça e corre o risco de ser indiciado por associação para produzir danos a alguém; trata-se de um crime.


Terra

Estado decreta situação de emergência para 170 municípios

05/05/2013

O Governo do Estado publicou na edição do Diário Oficial dessa sexta-feira (3) um novo decreto que dá continuidade ao reconhecimento da situação de emergência em 170 municípios afetados pela estiagem localizados no semiárido paraibano.


Igualmente ao decreto vencido na mesma sexta-feira, o novo tem validade de 180 dias e vai garantir que o governo continue adotando providências para mitigar os efeitos da seca, provendo a população com água potável e alimentação para consumo humano.

A decretação vai assegurar ainda a continuidade dos programas emergências de combate à estiagem, operacionalizados pelo Governo do Estado, como por exemplo, o abastecimento de água potável por meio de carro-pipa e distribuição de ração animal.

Considerando a urgência da situação vigente, o decreto dispensa de licitação os contratos de aquisição de bens e serviços necessários às atividades de resposta ao desastre, locação de máquinas e equipamentos, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação do cenário do desastre.

Hoje, dos 223 municípios do Estado, 195 estão em situação de emergência. A seca já é considerada a pior dos últimos 80 anos, e tem provocado danos à subsistência e a saúde em diversos municípios. A falta de chuvas tem gerado prejuízos significativos nas atividades produtivas, principalmente a agricultura e pecuária dos municípios afetados. Estima-se que mais de 50% do rebanho bovino do Estado tenha sido dizimado.

Os outros 25 municípios, localizados em outras regiões do estado, tem o decreto ainda em vigor até o dia 25 deste mês.

Chuvas – As chuvas que caíram nos últimos dias em todas as regiões do Estado não foram suficientes para abastecer os principais mananciais nas áreas mais críticas. Segundo um relatório da Agência Executiva deGestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), 48 dos 121 reservatórios da Paraíba ainda estão com menos de 20% da capacidade de acumulação.

Nos pênaltis, Santos elimina Mogi Mirim e vai à final do Paulista

05/05/2013

No tempo normal, Mogi Mirim e Santos ficaram no empate por 1 a 1. Adecisão foi para os pênaltis, e aí o time do litoral  se deu melhor. Com vitória por 5 a 4, o Santos confirmou a classificação à final do Campeonato Paulista na noite deste sábado, em confronto no interior paulista. O zagueiro Edu Dracena, que marcou no tempo normal e nas penalidades, e o goleiro Rafael, que pegou dois pênaltis, foram os heróis.

O adversário da final sairá do confronto entre São Paulo e Corinthians, que será realizado às 16h (de Brasília) deste domingo, no Morumbi. A grande decisão será disputada em dois jogos, sendo o primeiro deles no domingo seguinte. Se o São Paulo vencer, fará a segunda partida em casa por ter a melhor campanha da primeira fase.

O primeiro tempo no interior paulista foi de poucas chances claras de gol: o Santos tinha dificuldade de vencer a marcação do Mogi Mirim, que por sua vez esbarrava nos erros de passe e falta de criatividade. O visitante chegou mais ao gol e quase marcou aos 37min: Neymar passou para Cícero, que cruzou rasteiro; Miralles se esticou, de carrinho, e por pouco não completou.


No entanto, foi o Mogi Mirim que abriu o placar, aos 44min. Mateus Caramelo fez jogada pela direita e rolou para Val, que cruzou na medida para a cabeçada de Roni vencer o goleiro Rafael. No segundo tempo, o Santos perdeu Montillo, com lesão muscular, e foi mais contido pela defesa do Mogi Mirim. O anfitrião quase ampliou aos 15min, em chute de Henrique após bela jogada de Val, que “costurou” na defesa adversária.

O Santos empatou aos 32min. Primeiro, Cícero desviou cruzamento, mas Daniel fez grande defesa. No rebote, Miralles levantou na área e Edu Dracena subiu mais alto para completar de cabeça. Até os minutos finais, os jogadores demonstraram cansaço em campo, principalmente os jogadores do Mogi Mirim. A partida terminou empatada, levando a decisão para as penalidades.

Nos pênaltis, o Santos foi melhor e confirmou a classificação com vitória por 5 a 4. Miralles chutou por cima do gol e Renê Junior viu o goleiro Daniel defender sua cobrança. Pelo Mogi Mirim, Carlos Alberto parou no goleiro Rafael e Juninho acertou o travessão. Na última cobrança, já na sequência alternada, Roni bateu no canto direito de Rafael, que conseguiu espalmar.


Terra

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